Entrevistado


GABRIELA LEITE
Prostituta aposentada, criadora da grife Daspu e fundadora da Ong Davida 

Terça-feira, dia dois de junho, é o Dia Internacional da Prostitua. A data lembra quando 150 mulheres ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França, em 1975, para protestar contra a perseguição policial, a cobrança de multas, detenções e assassinatos. A manifestação foi reprimida com violência pela polícia.

A coragem em apresentar os problemas fez com que àquelas mulheres rompessem preconceitos e entrassem para a história.

A realidade das prostitutas brasileiras não está distante disso.

Gabriela Leite foi prostituta em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro nos anos 70 e 80. Nesse período, se envolveu em manifestações para defender os direitos da categoria. Atualmente, aposentada, dedica-se a defender a categoria e a regulamentação da profissão.

A Ong Davida, fundada por ela em 1992, não tem a intenção de tirar as prostitutas da rua, mas promover a cidadania das mulheres, com ações nas áreas de educação, saúde, comunicação e cultura. A grife Daspu, inaugurada em 2005, ajuda nessa missão gerando visibilidade e recursos para os projetos.